Investigações da PF (Polícia Federal) concluíram que o BRB (Banco de Brasília) transferiu cerca de R$ 17 bilhões ao Banco Master no âmbito da compra de carteiras de crédito, segundo documentos do caso tornados públicos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana. Porém, a maior parte desses repasses, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram títulos falsos, ou seja, sem valor.
Segundo a PF, a fraude se dava pela venda de CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) falsas, derivadas de créditos consignados inexistentes gerados pela Tirreno, empresa de fachada criada em dezembro de 2024, e controlada pela Cartos (Sociedade de Crédito Direto).
"O exame pelo Banco Central, dos títulos de crédito emitidos pelo Banco Master, oriundas dos consignados da Cartos mostraram inconsistências grotescas", diz petição endereçada ao ministro André Mendonça (STF) em fevereiro.
Conversas extraídas pela PF dos celulares do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de finanças, Dário Oswaldo Garcia Junior, feitas ao longo de novembro de 2024, mostram que uma carteira Credcesta chegou ao BRB com valor contábil de R$ 179,6 milhões. Desse montante, apenas R$ 110 milhões foram considerados aptos para compra.











