A PF (Polícia Federal) atribui a Augusto Lima, ex-sócio do Master, a elaboração de carteiras fraudulentas repassadas pelo Master ao BRB, banco do governo do Distrito Federal. Segundo a PF, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) consideradas falsas.
Uma auditoria citada na petição estimou em pelo menos R$ 5 bilhões o prejuízo ao banco público pelas compras desses ativos. Essas informações se tornaram públicas após a retirada do sigilo de documentos do caso Master na quinta-feira (10).
O documento também identifica pagamentos milionários do Master à Terra Firme, empresa controlada por Lima, que, na avaliação da PF, coincidiram com momentos em que ele atuava junto ao BRB para liberar recursos ao banco de Daniel Vorcaro.
Inúmeras reproduções de mensagens, registradas nos documentos, mostram a participação do empresário nas negociações entre Master e BRB.
Lima foi preso em novembro dentro da Operação Compliance Zero, com Vorcaro e outros executivos das instituições por suspeita de envolvimento nas fraudes de carteiras. Solto 11 dias depois, passou a usar tornozeleira eletrônica.










