Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB

A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC).

A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório".

"Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório.