0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin — Foto: Alejandro Zambrana/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, agendou para daqui duas semanas, no próximo dia 23, o julgamento sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes e os relatórios da Polícia Federal que atribuem suposta parcialidade ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero (caso Master) e Sem Desconto (fraudes ao INSS). O ministro negou pedido de Moraes para que o caso fosse analisado na sessão marcada para terça-feira, que vai tratar do relatório da Polícia Federal que identificou o ex-relator do inquérito das fake news como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens de whatsapp. No despacho assinado neste sábado, Fachin anotou que o pedido de Moraes "não comporta deferimento no atual estágio processual" - ou seja, não podia ser atendido neste momento. Isso porque, ainda segundo o presidente do STF, a instrução do caso não está completa - foram solicitadas manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Mendonça sobre o tema. "A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 [que contém o relatório sobre Moraes] assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704 [que contém o relatório sobre Mendonça]", apontou Fachin. O presidente do STF indicou também que ainda vai analisar, "oportunamente", o pedido de Moraes para que "todos os membros da magistratura citados" em procedimentos relacionados ao caso Master sejam intimados, para "que possam prestar informações e garantir as medidas necessárias para a defesa das prerrogativas do Poder Judiciário". (em atualização)