Presidente do STF marcou para o dia 23 a análise do pedido de investigação contra André Mendonça; deliberação sobre Alexandre de Moraes está marcada para o dia 15 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Edson Fachin, presidente do STF — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) pedido para analisar em conjunto os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão prevista para a próxima terça-feira (15). Fachin, no entanto, marcou uma sessão semana depois, em 23 de setembro, para analisar o caso de Mendonça. O pedido para julgamento conjunto havia sido feito na sexta-feira (10) pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele argumentou que a medida seria necessária para evitar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. “Somente foi convocada pauta para a análise da Pet 16.662 [sobre mensagens de Vorcaro a Moraes], o que prejudica a análise total dos fatos pelos ministros julgadores”, disse Moraes em ofício enviado a Fachin. Moraes também havia pedido o levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção, dos procedimentos contidos na caso Master. Sobre esse ponto, Fachin afirmou que pedido similiar havia sido feito ministro Cristiano Zanin, e que as providências já foram tomadas. Fachin determinou, ontem, a derrubada total do sigilo das investigações. Fachin convocou os ministros para uma sessão extraordinária, a partir das 10h de terça-feira (15), no plenário da Corte, para discutir o relatório da Polícia Federal que foi produzido a pedido do ministro André Mendonça e revelou uma série de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um número de telefone que, segundo a PF, seria do ministro Alexandre de Moraes. O relatório com as mensagens de Vorcaro foi o estopim para uma crise sem precedentes na Corte. Dois dias depois de ter sido tornado público por Mendonça, Moraes contra-atacou. Encaminhou à Presidência do STF um pedido de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade. Ele usou como base um relatório de trabalho da PF, apócrifo e sem valor probatório, que indica suposto direcionamento e interferência do colega nas investigações do Master e do INSS. O julgamento conjunto solicitado por Moraes, portanto, seria para analisar a situação de Moraes e também decidir sobre a abertura de investigação contra Mendonça. O Valor antecipou na quinta-feira (10) que a ala que apoia Moraes na Corte pressionaria Fachin por uma sessão conjunta sobre os casos dele e de Mendonça e que cogitavam pedir vista se as análises forem realizadas em separado.