Magistrados foram atendidos individualmente pelo presidente do STF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do STF, Edson Fachin, no gabinete da ministra Cármen Lúcia nesta quinta-feira, dia 10/9 — Foto: Brenno Carvalho Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alertaram o presidente da Corte, Edson Fachin, para a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento marcado para a próxima terça-feira, dia 15, sobre as suspeitas levantadas contra Alexandre de Moraes no relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os alertas foram feitos durante a rodada de consultas individuais conduzida por Fachin nesta quinta-feira, antes da sessão extraordinária. Ao longo do dia, o presidente do STF recebeu Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Nas conversas, uma ala do tribunal alinhada a Moraes também defendeu que os questionamentos envolvendo Mendonça sejam analisados pelo plenário em conjunto. A avaliação desse grupo é que os dois episódios fazem parte da mesma crise e que uma resposta conjunta evitaria que o Supremo decida apenas sobre uma das frentes do embate enquanto mantém a outra em aberto. Fachin, no entanto, convocou a sessão extraordinária de terça-feira especificamente para analisar a Petição 16.662, que contém o relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Nesta quinta, a Presidência disponibilizou aos gabinetes dos ministros a íntegra do processo para análise antes do julgamento. A possibilidade de um pedido de vista foi apresentada a Fachin como um dos cenários para a sessão. Se algum ministro pedir mais tempo para analisar o processo, o julgamento poderá ser interrompido antes de uma definição do plenário. Para a ala que defende uma análise conjunta, o intervalo poderia permitir que o capítulo relacionado a Mendonça também chegasse ao colegiado antes da retomada do caso. Hoje, as duas frentes da crise estão em momentos diferentes. O relatório que contém as mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes já tem data para ser analisado pelo plenário. Já os relatórios de inteligência da PF usados por Moraes para levantar suspeitas de parcialidade e possível crime de responsabilidade de Mendonça ainda não foram incluídos em pauta. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa segunda frente depois de receber as informações requisitadas a Mendonça. O prazo dado pelo presidente do Supremo termina no dia 21. Por isso, ministros que defendem uma solução conjunta avaliam que o calendário estabelecido pela Presidência pode levar a Corte a se pronunciar sobre Moraes antes de ter definido como tratar os questionamentos contra Mendonça. A rodada de conversas desta quinta ocorreu um dia depois de Fachin anunciar um pacote de decisões para tentar arrefecer a crise no Supremo. Além de convocar a sessão extraordinária, o presidente suspendeu o andamento de procedimentos relacionados a integrantes da Corte e revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito das fake news. As consultas também ocorreram no horário que normalmente seria ocupado pela sessão do plenário desta quinta. A reunião foi cancelada pela Presidência. Nos bastidores, havia uma avaliação entre gabinetes de que não havia ambiente para a realização da sessão diante da tensão instalada na Corte.
Em conversas com Fachin, ministros do STF alertam para pedido de vista, e aliados de Moraes querem julgamento conjunto com Mendonça
Magistrados foram atendidos individualmente pelo presidente do STF















