Situação inédita Até agora, seis votos são considerados mais consolidados. Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, e Cristiano Zanin são apontados como pontos alinhados com Moraes. André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Mendonça, Moraes e Fachin — Foto: Reprodução Nos bastidores, há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados. O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele tem se declarado suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações. Há quem defenda que o ministro pode votar, no entanto, sendo que a discussão envolve questões processuais, como o modelo para investigação de um integrante da Corte. Rito da sessão As regras para a sessão de terça ainda não foram confirmadas, mas a indicação é de que Moraes não votaria. A ala que apoia Moraes também tem indicado nos bastidores que, após os questionamentos sobre a condução dos inquéritos por André Mendonça, ele também não deveria julgar a questão. De acordo com interlocutores, Fachin teria preferência por uma sessão aberta, com algum tipo de restrição por questões de segurança – modelo semelhante ao que já foi adotado para o julgamento da chamada trama golpista –, mas também há discussões sobre a possibilidade de uma sessão fechada. Na rodada de conversas da tarde desta quinta, Fachin esteve com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Luiz Fux – os dois últimos conversaram juntos com o presidente. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve na Presidência. Segundo um ministro, Fachin tem "escutado muito e falado pouco". Fachin também disponibilizou hoje para os ministros cópia de todo material elaborado pela PF sobre a suposta relação de Moraes com Vorcaro. 🔎O ex-banqueiro está preso preventivamente na Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeira do Banco Master e uma suposta "rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da república". Há expectativa de que a fala possa ocorrer na segunda (14), véspera da sessão que vai definir seu futuro. O ministro, a PGR, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Mendonça tem até lá para prestar informações sobre o relatório