A chancelaria chinesa esperou até quinta-feira (10) para confirmar que Xi Jinping estará na 18ª cúpula do Brics em Nova Déli, dois dias antes da abertura.
Depois de faltar à cúpula no Rio de Janeiro em 2025, ele participa da sessão de líderes neste sábado (12) e deixa a capital indiana na manhã seguinte, antes da reunião com os países parceiros no domingo (13).
A parada fecha um roteiro que começou em 30 de agosto, quando Xi desembarcou em Bishkek para a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai e uma visita de Estado ao Quirguistão, seguindo depois para o Cairo. O próximo destino é Washington, onde ele faz uma visita de Estado no dia 24 para tratar de trégua tarifária, chips de inteligência artificial, Taiwan e a guerra no Irã.
A imprensa oficial apresentou a sequência como a formação de uma coalizão do Sul Global contra o tarifaço americano, embora os dois compromissos financeiros citados ao longo da viagem já existissem antes de o avião decolar de Pequim.
O empréstimo de US$ 2,3 bilhões (R$ 10,2 bilhões) da ferrovia China-Quirguistão-Uzbequistão foi assinado em dezembro, e o swap cambial com o Egito foi renovado e ampliado em junho. O que a viagem acrescentou foi um tratado de boa vizinhança com Bishkek e mais de vinte acordos setoriais.












