Presidente do Brasil não comparecerá para se concentrar na campanha pela reeleição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Putin chega à Índia para cúpula do Brics — Foto: Vladimir Smirnov/AFP A Índia recebe neste fim de semana os líderes do bloco de países emergentes Brics, incluindo os presidentes da Rússia, China e do Irã, para uma reunião de cúpula marcada por várias turbulências geopolíticas mundiais, da guerra no Oriente Médio até o conflito na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, chegou nesta sexta-feira a Nova Délhi para uma visita de três dias. Ele foi recebido pelo ministro de Estado das Relações Exteriores da Índia, Kirti Vardhan Singh, segundo as agências de notícias russas Tass e RIA Novosti. Também é esperada nesta sexta a chegada a Nova Déhli do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Putin e Pezeshkian devem se reunir com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente chinês, Xi Jinping, teve sua presença confirmada pelo governo de Pequim nesta quinta-feira. Esta será sua primeira visita à Índia desde 2019 e servirá para consolidar a lenta aproximação entre as duas potências rivais. Lula decidiu não comparecer ao encontro para se concentrar na campanha pela reeleição nas eleições de outubro. O país deve ser representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na reunião de 12 e 13 de setembro. O fórum dos BRICS foi criado em 2009 para reunir as principais economias emergentes — Brasil, Rússia, Índia e China, que pouco depois passou a contar com a presença da África do Sul — à margem das instituições dominadas pelos Estados Unidos e pelas potências ocidentais, como o G7. Desde então, o grupo foi ampliado para incluir Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, cujo presidente, Mohamed Bin Zayed al Nahyan, deve viajar à Índia. Fotos: Reunião do BRICS 2023 na África do Sul 1 de 12 Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da China Xi Jinping, Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, Primeiro Ministro da Índia Narendra Modi e Ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov posam para uma foto de família do BRICS durante 2023 Cúpula do BRICS no Centro de Convenções Sandton, em Joanesburgo, África do Sul — Foto: GIANLUIGI GUERCIA / POOL / AFP 2 de 12 Presidente Lula e Janja chegam para reunião do BRICs — Foto: GIANLUIGI GUERCIA / POOL / AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Vladimir Putin, presidente da Rússia, participa do encontro via vídeo link — Foto: Mikhail KLIMENTYEV / POOL / AFP 4 de 12 O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante Cúpula do BRICS de 2023 — Foto: GIANLUIGI GUERCIA / POOL / AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Reunião enfrenta propesto de grupos em parque próximo da reunião da Cúpula do BRICS de 2023 em Joanesburgo, África do Sul — Foto: Michele Spatari / AFP 6 de 12 O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala à imprensa em um evento paralelo durante a Cúpula do BRICS de 2023 em Joanesburgo, África do Sul. — Foto: Michele Spatari / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Dilma Rousseff, discursa durante a Cúpula do BRICS em Joanesburgo, África do Sul — Foto: ALET PRETORIUS / POOL / AFP 8 de 12 O presidente da China, Xi Jinping, chega à Cúpula do BRICS de 2023 no Centro de Convenções Sandton, em Joanesburgo, África do Sul — Foto: GIANLUIGI GUERCIA / POOL / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, na BRICS 2023 — Foto: GIANLUIGI GUERCIA / POOL / AFP 10 de 12 presidente sul-africano Cyril Ramaphosa fala durante a Cúpula do BRICS de 2023 no Centro de Convenções Sandton, em Joanesburgo, África do Sul — Foto: ALET PRETORIUS / POOL / AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ouve o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enquanto ele faz seus comentários por meio de um link de vídeo durante a Cúpula do BRICS de 2023 em Joanesburgo, África do Sul — Foto: AFP / MINISTÉRIO EXTERIOR DA RÚSSIA Encontro reúne países de mercado emergente. Nova Délhi será praticamente isolada a partir desta sexta-feira pelas forças de segurança. O conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio, após os ataques americanos e israelenses contra o Irã, e sobretudo seu impacto nos preços do petróleo e do gás, provavelmente ocupará uma grande parte das discussões do encontro. Durante uma reunião no início do mês da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) no Quirguistão, o presidente iraniano Pezeshkian exortou Washington a retornar à mesa de negociações, em um discurso diante de Xi e Putin. China e Rússia, determinados a contrabalançar a hegemonia americana, mantêm o comércio com o Irã, apesar das reiteradas ameaças de sanções por parte do presidente Donald Trump. "Linha de fratura" Essa postura contrasta com as posições defendidas por outros membros dos Brics, em particular a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, hostis a Teerã e alvos das represálias da República Islâmica nos últimos meses. "A guerra contra o Irã constitui um teste para a coesão do grupo", opinou Shilan Shah, do centro de estudos Capital Economics. "Este conflito será a principal linha de fratura durante o encontro de cúpula", disse Harsh V. Pant, da Observer Research Foundation, próxima ao governo indiano. Estado da Índia mais populoso que o Brasil é ameaçado por guerra no Irã 1 de 10 Firozabad é famosa pela produção de pulseiras de vidro coloridas, um adorno diário para muitas mulheres indianas — Foto: Atul Loke/The New York Times 2 de 10 Pessoas em busca de trabalho temporário em um mercado a céu aberto em Firozabad — Foto: Atul Loke/The New York Times X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Artesãos da RK Potteries em Khurja, na Índia, onde proprietário disse que produção de uma caneca pode exigir o trabalho de 30 operários — Foto: Atul Loke/The New York Times 4 de 10 Na Índia, Firozabad depende da indústria vidreira há séculos, e os preços dos combustíveis estão começando a afetar gravemente os negócios, que já estavam sob pressão — Foto: Atul Loke/The New York Times X de 10 Publicidade 5 de 10 Em Firozabad, a tradição de fabricação de vidro remonta ao século XVI, mas a escassez de gás ameaça as fábricas que resistiram por séculos — Foto: Atul Loke/The New York Times 6 de 10 Firozabad depende da indústria vidreira há séculos, e os preços dos combustíveis estão começando a afetar gravemente os negócios, que já estavam sob pressão — Foto: Atul Loke/The New York Times X de 10 Publicidade 7 de 10 Binni Mittal, proprietário de uma empresa que fabrica pulseiras de vidro, teme pelo futuro da indústria caso a guerra continue e os preços da energia permaneçam altos — Foto: Atul Loke/The New York Times 8 de 10 Operários carregam produtos de vidro acabados em um caminhão em uma fábrica de vidro em Firozabad, na Índia — Foto: Atul Loke/The New York Times X de 10 Publicidade 9 de 10 Um forno em funcionamento em uma fábrica de vidro em Firozabad, na Índia — Foto: Atul Loke/The New York Times 10 de 10 Mukesh Bansal, fabricante de vidro local e vice-presidente da Federação de Fabricantes de Vidro da Índia, disse que escassez de gás o obrigou a quase extinguir um de seus dois fornos em sua fábrica de vidro — Foto: Atul Loke/The New York Times X de 10 Publicidade Sem poder usar carvão por proximidade com o Taj Mahal, fábricas enfrentam escassez de petróleo O país anfitrião mantém relações cordiais com o Irã, mas procura preservar um delicado equilíbrio com os Estados Unidos. Seis meses depois da última visita do presidente russo à Índia, o encontro previsto para sexta-feira entre Putin e Modi também permitirá testar a força de seus laços. Como aliada tradicional da Rússia, a Índia continuou importando petróleo do país, apesar das sanções dos Estados Unidos, que afirmam que as compras financiam a guerra contra a Ucrânia. Modi, que sempre evitou condenar abertamente a invasão russa, pediu durante a última reunião de cúpula da OCX a seu "amigo" Putin que encontre uma solução para o conflito, uma solicitação que foi imediatamente bem recebida pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. A reunião do fim de semana também pode ser uma oportunidade para debates intensos sobre o domínio econômico da China, que inunda os parceiros dos BRICS, começando pela Índia, com suas exportações. "Pequim deveria aproveitar esta cúpula para promover o comércio entre seus membros, mas alguns poderiam ver nisso apenas o interesse da China em promover seus próprios interesses", segundo Shah.
Putin chega à Índia para cúpula do Brics marcada por tensões; Lula enviará Mauro Vieira
Presidente do Brasil não comparecerá para se concentrar na campanha pela reeleição












