A China confirmou na segunda-feira (11) a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encontro com o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. A reunião, mais um passo da frágil trégua comercial entre os países, deve servir para projetar aparência de estabilidade e reduzir o risco de nova escalada entre as duas maiores economias do mundo.

A visita de Estado, que ocorrerá nas próximas quinta (14) e sexta (15), no horário da China, não carrega a expectativa de grande anúncio central.

De um lado, o americano viaja acompanhado de CEOs na tentativa de fechar negócios e reduzir o déficit comercial. Levará ainda seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, para convencer Pequim a pressionar o Irã pela reabertura do estreito de Hormuz —embora publicamente tenha dito que não precisa da ajuda da China para encerrar o conflito.

Do outro lado, o chinês deve levar à mesa a questão Taiwan, os controles de exportação de Washington a semicondutores avançados e a disposição de fechar acordos com alguns empresários.

O encontro também não deve produzir mudanças estruturais na relação bilateral, segundo Chong Ja Ian, professor de ciência política na Universidade Nacional de Singapura. O especialista, que estuda as relações entre os dois países, afirma que ambos esperam vitórias simbólicas para apresentar ao público doméstico e que o foco deve recair sobre questões comerciais e econômicas.