O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pressionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a se afastar do caso do Banco Master e não participar da sessão da corte que vai analisar o relatório que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No mesmo documento, também há menções ao chefe da PGR.
Segundo interlocutores da corte, nos últimos dias Fachin cogitou determinar, via medida judicial, o afastamento de Gonet do caso. Por fim, Fachin concluiu que o melhor seria uma construção que envolva um gesto do próprio procurador.
O chefe da PGR esteve no gabinete da presidência do STF durante a tarde de quinta-feira (10). Ele e Fachin conversaram por cerca de meia hora. Pessoas a par das tratativas afirmam que Fachin sugeriu que a PGR seja representada, na próxima terça-feira (15), por outro procurador. Uma opção aventada por Fachin foi o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.
Nos bastidores, a avaliação é a de que a ausência de Gonet é especialmente relevante caso o órgão opte pela manifestação oral no plenário.
Na investigação policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha ao ex-dono do Banco Master mensagens atribuídas ao procurador. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione o Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.















