Equipe analisou documentos liberados pelo STF e prepara vídeo para este sábado; presidente e aliados também aumentam pressão pela divulgação completa das investigações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma força-tarefa para analisar os documentos do caso Banco Master que tiveram o sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deve incluir novos ataques a Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral deste sábado. O senador nega irregularidades. Um dos vídeos em preparação vai destacar que o candidato do PL é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o financiamento do filme "Dark Horse", que conta sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Integrantes do núcleo de comunicação passaram a madrugada lendo as peças do inquérito que teve sigilo levantado pelo ministro André Mendonça. O objetivo é selecionar principais trechos de desgaste ao presidenciável do PL de para produção de publicações para redes sociais e peças para propaganda eleitoral gratuita. O foco será buscar vincular ao máximo o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que a campanha chama de de "Fláviorcaro". Uma das peças já produzidas afirma: "Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Banco Master". Flávio é investigado em um inquérito aberto em julho para apurar possíveis irregularidades no financiamento do filme. A apuração trata de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo recursos ligados a Daniel Vorcaro. A existência da investigação não significa que os crimes tenham sido comprovados. O senador nega irregularidades e afirma que o filme recebeu apenas recursos privados. Na noite desta quinta-feira o STF retirou o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master, mas manteve em segredo apurações sobre o filme "Dark Horse" e a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Master Augusto Ferreira Lima. A quebra de sigilo dessas investigações virou um dos principais motes da campanha à reeleição diante da crise do STF e é a estratégia de entorno do petista para o que o que aliados classificam de "vazamentos seletivos" que vêm trazendo desgastes à imagem do presidente em meio ao processo eleitoral. A estratégia de cobrar o fim desses sigilos foi discutida por Lula e integrantes da coordenação de campanha e do Palácio do Planalto, além de interlocutores dele no Supremo nos últimos dias. Lula e aliados passaram a procurar procurado nos últimos dias o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para articular a quebra do sigilo. Na quinta-feira, Lula defendeu o fim do sigilo sobre inquéritos que estão na Corte e disse que tratou do tema com Fachin e outros ministros. — Já que é para fazer vazamento seletivo, eu ontem conversei com o ministro Fachin e outros ministros: tem que fazer abertura do sigilo de todo mundo. Colocar todo mundo nu diante da sociedade brasileira para ver se a Suprema Corte recupera a sua credibilidade — afirmou o presidente, em entrevista ao SBT. Na quarta-feira, em mensagem em uma rede social, Lula classificou o escândalo do Master como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e disse que a crise provocada pelo episódio exige medidas imediatas e mais transparência por parte do Poder Judiciário. "Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", afirmou ele. "Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", escreveu.