Um grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro obteve informações de processos sigilosos por meio de consultas registradas nos logins funcionais de servidores do MPF (Ministério Público Federal), segundo a Polícia Federal. Em um dos episódios descritos pelos investigadores, um documento atribuído ao órgão foi usado para obter informações sobre quem havia contratado um helicóptero que teria sobrevoado a casa do ex-banqueiro na Bahia.
As informações constam de relatório da PF enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Mensagens reproduzidas no documento mostram que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário e identificado como Felipe Mourão nas conversas, encaminhava a Vorcaro resultados de consultas a sistemas internos.
De acordo com as investigações, Sicário integrava o núcleo conhecido como A Turma, suposta milícia que que servia para monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias ou ligadas às apurações sobre o banco. Mourão se enforcou na cela da Superintendência da PF de Minas Gerais em 4 de março, logo após ser preso durante operação, e teve a morte confirmada dois dias depois.
A PF relata que Sicário recebia R$ 1 milhão por mês pelo trabalho, que incluia acesso de informações sigilosas, coação e fabricação de dossiês.











