Carlos Freixo Junior, dono do grupo Entre, fechou delação com a PGR e é apontado como elo na transferência de recursos do Master; autoridades rastreiam o destino do dinheiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Autoridades brasileiras já têm rastreados alguns dos caminhos tortos pelos quais trafegaram recursos de Daniel Vorcaro no exterior. Um dos operadores do ex-banqueiro, talvez o principal, era Antonio Carlos Freixo Junior, dono do grupo Entre. Mineiro, como é conhecido, administrava offshores com patrimônio total de cerca de US$ 1 bilhão. Toda essa grana era de Vorcaro. Foi identificada a participação direta de empresas do grupo Entre no envio ao exterior de recursos do Master, destinados à manutenção de estruturas financeiras em benefício do ex-banqueiro. Parte deles era enviada por Mineiro para o Mosaic Financial, que os transferia para as offshores de Vorcaro. Foi constatado também pelas autoridades que US$ 200 milhões voltaram ao Brasil desde o final do ano passado. Ou seja, desde o momento em que Vorcaro foi preso pela primeira vez e o Master liquidado. Sebastião Monteiro, o liquidante do Banco Master, já protocolou no Tribunal de Falências da Flórida um documento listando o Mosaic como parte de uma rede offshore usada para lavar esses recursos. Monteiro pediu que tudo seja congelado. Pediu mais: quer saber o caminho do dinheiro. Ou seja, a quem ele foi repassado na ponta. O mais provável é que os destinatários finais fossem o próprio Vorcaro ou alguém a quem ele corrompeu. Não é crível que esse dinheiro tenha sido usado só para pagar ativos lícitos. Nos últimos dias, Mineiro fechou um acordo de delação premiada com a PGR. Foi ele também quem repassou os US$ 12 milhões que Vorcaro deu, a pedido de Flávio Bolsonaro, para supostamente bancar o filme "Dark Horse". O dinheiro foi transferido a um fundo gerido por um amigo de Eduardo Bolsonaro.