Candidato do PL tenta associar Lula aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino de forma a gerar desgaste eleitoral para o petista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro cumpre agenda de campanha em Roraima — Foto: Maira Erlich/Bloomberg O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que a operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (10) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) para investigar o possível uso de dinheiro de emendas parlamentares no filme "Dark Horse" seria uma "tentativa de interferência política". A fala do senador acontece em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais “Claramente, é uma tentativa de interferência política mais uma vez. Agora, do ministro Flávio Dino. Qual o fundamento dessa operação? Política. Flávio Bolsonaro ultrapassou o Lula nas pesquisas oficiais do próprio Lula. Eu tenho a convicção de que a gente vai ganhar essa eleição e podem ter a convicção de que o povo brasileiro não vai dar procuração pro Lula indicar quatro ministros do STF do padrão Lula”, declarou o candidato do PL durante agenda em Roraima, de acordo com material enviado pela assessoria de imprensa dele. Flávio tem tentado associar o seu principal oponente neste pleito aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino de forma a gerar desgaste eleitoral para o petista. Nesta quarta-feira (9), o senador criticou outra decisão de Dino, que reconduziu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao cargo, contradizendo a liminar de André Mendonça. Além de Frias, a produtora do longa-metragem sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, Karina Gama, e outras 20 pessoas foram alvos de busca e apreensão a partir da decisão de Dino. O ministro é relator do inquérito que apura o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares por meio de ONGs ligadas à produção do filme Dark Horse. Também em Roraima, o postulante do PL associou a decisão de Dino a uma articulação do presidente da República para vencer a eleição. A campanha do petista, por sua vez, deve utilizar a operação para tentar gerar prejuízos de imagem para Flávio. “Ele [Lula] agora tá contando com seus amigos no Supremo pra tentar levar no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão e eu vou libertar o povo brasileiro”, disse o senador, segundo material enviado por sua assessoria.