O empresário João Carlos Mansur, que era dono da Reag, diz em delação premiada fechada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) que fundos de investimentos geridos pela empresa serviram para ocultar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a autoridades públicas.
A colaboração foi enviada na última semana ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e aguarda ser validada. A Polícia Federal participou do início das negociações, mas não prosseguiu com as tratativas.
Segundo pessoas com conhecimento da colaboração, Mansur descreve na proposta a participação da gestora e dos fundos de investimento usados no esquema do Master, assim como a de indivíduos que operavam como laranjas de Vorcaro.
A delação ajuda a corroborar o que as investigações já vêm apontando desde o ano passado sobre suspeitas de fraudes financeiras relacionadas a Vorcaro e à Reag.
Mas, além disso, fornece informações mais claras sobre como foram feitas essas operações financeiras, onde estão recursos que foram enviados para o exterior e como deve ser a recuperação desses recursos.







