Acordo é o primeiro fechado no âmbito das investigações sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou na semana passada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma proposta de colaboração premiada do empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag. A informação foi revelada pela CNN Brasil e confirmada pelo Valor junto a fontes ligadas à investigação. O acordo, se homologado, será o primeiro fechado no âmbito das investigações sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A proposta foi aceita pela PGR, pois o material é considerado relevante para avançar sobre os crimes cometidos pelo ex-banqueiro, que está preso desde março e também tenta um acordo de colaboração premiada. Mansur teria apresentado novos fatos envolvendo outros personagens, e por isso sua oferta foi chancelada. Agora, o acordo precisa ser analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF e responsável por homologar o acordo. Somente a partir disso é que os investigadores poderão utilizar as provas e relatos apresentados pelo empresário para avançar nas investigações do Master. Procurada, a defesa de Mansur não se manifestou. Uma fonte próxima ao fundador da Reag confirmou haver proposta de colaboração, mas garantiu que nada foi assinado por enquanto. A interlocutores, o executivo vinha dizendo que não cogitava fazer delação e que se defenderia nos autos do processo. Ele sustentava que, como administradora de fundos, a Reag Trust DTVM atuava como um condomínio, com ele exercendo o “papel de síndico”, não controlado integralmente o que acontecia “entre quatro paredes nos apartamentos dos moradores”, ou seja, dentro dos portfólios. Mas a Reag também tinha uma gestora de recursos, e cresceu aceleradamente, junto com a DTVM, ganhando mandatos de fundos exclusivos de crédito estruturado, participações em empresas e ativos imobiliários. Enquanto a asset fica na alçada de supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a DTVM é fiscalizada pelo BC. Mansur foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga indícios de fraude no grupo Master. O banco que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo BC em novembro. A então CBSF Trust DTVM (antiga Reag Trust) teve o mesmo destino em janeiro, quando as apurações avançaram. Na ocasião, tinha mais de R$ 350 bilhões na atividade de administração e serviços fiduciários. Foi só ali que o fundador da Reag apareceu como investigado. Há um ano, a sede da Reag, em São Paulo, foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, que investiga esquema de lavagem de dinheiro e possíveis elos do crime organizado com o sistema financeiro formal. Na época, a instituição relatou que, dos cerca de 40 fundos listados pela Polícia Federal, 12 eram de clientes da Reag, mas alguns deles já tinham sido liquidados ou transferidos para outros prestadores de serviços. O grupo Reag foi fundado em 2012 por Mansur. Em janeiro de 2025, a Reag Investimentos, a empresa que reuniu os braços de gestão de recursos e de fortunas, fruto de aquisições em série feitas por Mansur, estreou na B3 após um “IPO reverso”. Mansur usou a GetNinjas, já listada, como “barriga de aluguel”. Depois seria a vez da DTVM estrear na bolsa. Após a Carbono Oculto, as gestoras voltaram para os seus donos e vendidas e a carteira de administração de fundos foi para a B100, holding da Planner. João Carlos Mansur, fundador da Reag — Foto: Silvia Zamboni/Valor
PGR envia a Mendonça acordo de delação de João Carlos Mansur, da Reag
Acordo é o primeiro fechado no âmbito das investigações sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master









