Um dos alvos das investigações relacionadas ao Banco Master e ex-dono da gestora de fundos Reag, o empresário João Carlos Mansur assinou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
A colaboração, que não teve a participação da PF (Polícia Federal), foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele irá analisar se homologa ou não o acordo.
A informação foi revelada, nesta quarta-feira (2), pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha. Mendonça ainda deverá fazer uma audiência para confirmar se a delação foi feita de forma espontânea. Procurada pela reportagem por telefonema e WhatsApp por volta das 14h, a defesa do empresário ainda não se pronunciou.
Mansur chegou a assinar um termo de confidencialidade com a PF, o que seria o primeiro passo antes da entrega dos documentos e eventuais provas dos crimes, mas as conversas não prosperaram com o órgão.
O empresário entregou 17 anexos com informações à PGR com foco no ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e citou políticos como o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-prefeito e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil).







