Documentos da colaboração foram enviados ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master na Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Mansur na CPI do Crime Organizado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado O ex-dono da gestora de fundos Reag João Carlos Mansur assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Os anexos entregues pela sua defesa foram enviados ao gabinte do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master na Corte, a quem cabe homologar ou não o acordo. Esta é a primeira colaboração firmada no âmbito dos inquéritos que apuram um esquema de fraudes financeiras praticadas pelo Master. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Segundo apuração do GLOBO, um dos principais focos da colaboração é o dono do Banco Master Daniel Vorcaro, que está preso desde março e também tenta firmar uma delação premiada com as autoridades. No comando da Reag, Mansur era o responsável por estruturar a teia de fundos que abasteceu o suposto esquema do Master. A próxima etapa da colaboração consiste em uma audiência na qual Mendonça ouvirá o empresário se ele aceitou cooperar de forma espontânea e não foi coagido a isso. Depois, o ministro decidirá pela homologação do acordo. Somente depois desse aval, a PGR poderá utilizar as provas e os relatos de Mansur nas investigações do caso Master. Em troca pela colaboração, é previso que ele receba benefícios penais. Procurada, a defesa de Mansur não se manifestou. A PGR também não se pronunciou. A defesa de Mansur decidiu por firmar a delação sem a participação da Polícia Federal. Um acordo de confidenciabilidade - a primeira etapa do processo - chegou a ser assinado com a corporação, mas a negociação não foi adiante. Os procuradores consideraram que Mansur entregou fatos inéditos à apuração - por isso, fecharam o acordo. Segundo a coluna de Lauro Jardim, o ex-dono da Reag disse que tem como revelar onde Vorcaro esconde R$ 20 bilhões no Brasil. Esse valor não estaria armazenado todo em dinheiro, mas também em direitos creditórios, imóveis e ativos camuflados em nome de laranjas e fundos.
Ex-dono da Reag fecha delação premiada com a PGR
Documentos da colaboração foram enviados ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master na Corte






