No mês passado, João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag, pediu que a família voltasse antes do planejado de uma curta viagem. O empresário comunicou ter fechado acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em relatos a amigos, familiares afirmaram que a maior preocupação de Mansur era contar aos três filhos o que estava para acontecer. Disse que, a partir daquele momento, as coisas mudariam na vida deles. Também informou ter tomado providências para preservá-los das consequências da delação.

Segundo advogados ouvidos pela coluna, as providências possíveis na esfera econômica são a preservação de bens lícitos, não vinculados aos crimes apurados, e o resguardo de fontes de renda que decorram de atividades legais. No lado jurídico, é a não responsabilização de familiares que não têm envolvimento direto ou que não sejam alvo de investigação.

A colaboração de Mansur, que não teve a participação da Polícia Federal, foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele irá analisar se homologa ou não o acordo. Procurada, a defesa do empresário ainda não se pronunciou.

Para a homologação, é preciso que a pessoa admita crimes e apresente provas que corroborem a narrativa apresentada aos investigadores.