Procuradoria afirma que ex-dono do Master não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem abertura de investigação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada e uma das contrapartidas costuma ser a devolução de ativos, o que o banqueiro resiste — Foto: Agência O Globo A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do depoimento prestado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no qual ele relatou ter sofrido supostas ameaças e intimidações. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Vorcaro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem a adoção de novas medidas investigativas. Vorcaro foi ouvido presencialmente pelo gabinete do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master no STF, no dia 27 de agosto. A oitiva foi autorizada depois de a defesa do banqueiro afirmar que ele pretendia relatar supostas ameaças e intimidações sofridas. Em nota divulgada nesta quarta-feira, o gabinete de Mendonça afirmou que a oitiva foi realizada em caráter de urgência por um juiz auxiliar que acompanha o caso, após pedido dos advogados do banqueiro. O depoimento ocorreu sem a presença da Polícia Federal. Na avaliação da PGR, porém, o relato não trouxe informações capazes de justificar uma investigação. Gonet afirmou que Vorcaro "não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias" e tampouco apresentou elementos que conferissem verossimilhança às alegações. A Procuradoria também relacionou o depoimento à tentativa anterior de Vorcaro de firmar um acordo de colaboração premiada. Segundo Gonet, a proposta já havia sido recusada pela Polícia Federal por não apresentar informações inéditas relevantes para as investigações. Posteriormente, a própria PGR chegou à mesma conclusão e rejeitou o acordo diante do que classificou como "manifesta debilidade de seu conteúdo". Para Gonet, o novo depoimento não trouxe elementos capazes de mudar essa avaliação. A PGR afirmou ainda que Vorcaro não conhece todo o conjunto de provas já reunido na investigação e, por isso, informações que o banqueiro considera inéditas podem já estar em poder das autoridades. "Fatos por ele reputados inéditos podem já integrar o manancial sob custódia dos órgãos formais de apuração, esvaziando o valor intrínseco de eventual tratativa", afirmou o procurador-geral.
PGR pede arquivamento de relato de Vorcaro sobre supostas ameaças e diz que banqueiro não apresentou fato concreto
Procuradoria afirma que ex-dono do Master não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem abertura de investigação







