Críticos do duplo vínculo —como inquisidor e vítima— do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na relatoria dos inquéritos das fake news e da trama golpista não veem contradição na atuação de André Mendonça, também ministro da corte, como relator das investigações do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A escolha de Moraes como relator desses casos foi questionada à época por figuras ligadas ao bolsonarismo e pelo próprio André Mendonça. O principal argumento era de que Moraes não conseguiria agir de forma imparcial ao atuar como julgador de processos em que ele mesmo era alvo.

No campo governista, a escolha de André Mendonça como relator dos casos Master e do INSS tem sido criticada por um motivo semelhante. Parlamentares argumentam que o ministro atua de forma parcial ao quebrar o sigilo de alguns processos, mas manter sob segredo investigações que envolvem o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Os deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PL-SP) elogiaram os afastamentos de Andrei Rodrigues da diretoria-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da inteligência do órgão determinados por Mendonça. A decisão foi suspensa nesta quarta (9) pelo ministro Edson Fachin.