Disciplina significa que, mais cedo ou mais tarde, ideias economicamente inviáveis fracassam. Pluralismo significa que muitas ideias diferentes são testadas, com a economia produzindo incessantemente novos experimentos.
Ainda assim, é justo perguntar: quanto pluralismo a economia moderna realmente nos oferece? De certa forma, é uma pergunta tola. Em seu clássico contemporâneo "The Origin of Wealth" (2006), o economista e teórico da complexidade Eric Beinhocker estimou que pelo menos 10 bilhões de produtos e serviços distintos estavam disponíveis em uma grande economia urbana como a de Nova York, em comparação com algumas centenas à disposição de uma sociedade tradicional de caçadores-coletores.
A variedade é espantosa. Alguns diriam que chega a ser excessiva.E, no entanto, não é comum ouvirmos a queixa de que todos os lugares parecem iguais? Caminhe por uma rua comercial em Manchester ou Londres, Munique ou Copenhague, e as semelhanças serão tão marcantes quanto as diferenças.
As grandes marcas estão por toda parte —e não apenas as clássicas, como McDonald’s e Starbucks. Redes mais recentes, como Five Guys e Blank Street, parecem se espalhar com uma velocidade impressionante.
As opções independentes também são um tanto parecidas: cada vez mais, os cafés hipsters parecem ter sido montados a partir do mesmo kit pré-fabricado. Até a cornucópia de conteúdo digital é filtrada por algumas poucas plataformas: Audible para audiolivros, Spotify para música, YouTube para vídeos e Kindle para livros digitais.







