Em um episódio inusitado, Ricardo Alban, presidente da CNI, interveio em uma briga entre ministros do STF, destacando a importância de decência e respeito no Judiciário. Alban alertou sobre o perigo institucional das crises em Brasília, ressaltando que a confiança pública é crucial para a democracia e o desenvolvimento do Brasil. Ele enfatizou a necessidade de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes, questionando por que essas preocupações não são também dos líderes públicos. O evento ocorreu em 2026.A escandalosa briga de rua entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – a mais alta corte de Justiça do País, talvez seja oportuno lembrar – teve entre seus pacificadores um empresário, Ricardo Alban, presidente de uma entidade privada, a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A intervenção de um dirigente empresarial para cobrar bons modos, decência, respeito e auto-respeito a dois membros da cúpula do Judiciário talvez seja o fato político mais notável deste ano e um dos mais promissores desde a redemocratização.'A confiança da população nos poderes públicos é o alicerce da democracia', diz Ricardo Alban Foto: Iano Andrade/CNIPUBLICIDADE“A República enfrenta um teste de integridade inédito”, escreveu o empresário, enfatizando o perigo institucional das sucessivas crises em Brasília. “A confiança da população nos poderes públicos”, acrescentou, “é o alicerce da democracia”. Também é, lembrou em seguida, o alicerce do desenvolvimento desejável para o Brasil. Não se pode, enfatizou, deixar brigas políticas travarem o desenvolvimento econômico e a ascensão do País no cenário internacional.A intervenção do presidente da CNI foi, pelo menos no primeiro momento, mais audível, mais clara e mais articulada, em termos políticos, do que a de qualquer parlamentar ou ocupante de postos importantes no setor público.Além de chamar a atenção para o teste imposto à República, ele pôs em destaque um conjunto de grandes temas estratégicos de importância imediata e também de longo prazo, como a fixação de “metas fiscais e políticas econômicas estruturantes” para garantir investimentos, crescimento econômico e desenvolvimento social. São preocupações naturais, dirão alguns, de um dirigente empresarial. Não deveriam ser, também, de ocupantes de importantes postos públicos? Vale ler tambémAutofagia no STF pode levar à anulação do caso Master e forçar contribuinte a indenizar banqueiroPetróleo acima de US$ 100: apesar de subsídios, Brasil não está imune à pressão da altaMuito além das commodities: o agro nacional rumo às prateleiras do mundoPublicidade