O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tem repetido a mesma estratégia adotada no início da crise do escândalo do Banco Master: defender o Código de Ética, tardar em decidir e se posicionar em defesa da instituição – em detrimento de apoio a seus colegas.

Essa postura já havia sido criticada pelos ministros meses atrás, deixando Fachin isolado na Corte. O sentimento agora se repete, e colegas do presidente têm dito que ele é “excessivamente institucional”.

Interlocutores do presidente do Supremo defendem, por outro lado, que ele está apenas tentando “agir para dar coerência ao devido processo legal”, o que, no entendimento de Fachin, poderia contribuir para “baixar a temperatura” na Corte.

Na semana passada, após o estopim da crise que ronda o STF, Fachin não tardou em manifestar publicamente que defende uma norma de conduta para os ministros e o fim do inquérito das fake news — instrumento utilizado por Alexandre de Moraes para denunciar André Mendonça por suposto abuso de poder.

Relator dos casos do Master e do INSS, Mendonça levantou o sigilo das conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro após ter determinado a investigação de ofício.