O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, está sob pressão para conduzir uma saída para a grave crise que a corte atravessa, em meio ao fogo cruzado entre dois ministros: Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Fachin tem optado por se movimentar com cautela, mas tem sido atropelado por decisões dos dois colegas. Para professores de direito ouvidos pela BBC News Brasil, os dois ministros adotaram, nos últimos dias, medidas ilegais, seja Moraes ao sugerir abertura de investigação contra Mendonça dentro do controverso inquérito das fake news, seja Mendonça ao afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, dentro do inquérito do Banco Master, a partir de um pedido do partido Novo.
Na terça-feira, Fachin deu 72 horas para o ministro André Mendonça se manifestar sobre pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) para suspender afastamento de Rodrigues.
A AGU tinha solicitado ao presidente da corte uma liminar suspendendo a decisão de Mendonça, sustentando que a discussão sobre a legalidade da atuação da Polícia Federal nos fatos que levaram à crise do STF já está sob relatoria de Fachin, na petição 16.704, instrumento usado por ele para abrir o prazo para as manifestações das partes envolvidas.












