PUBLICIDADE Presidente do Supremo afirma que divergências entre ministros demonstram "saúde institucional" e faz defesa da atuação da Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Edson Fachin em sessão plenária no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 16:41 Fachin defende atuação do STF e destaca "saúde institucional" em meio à crise do Banco Master O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a atuação da Corte em meio à crise do Banco Master, destacando que divergências entre ministros demonstram "saúde institucional". Apesar das turbulências internas, Fachin afirmou que o STF trabalhou "em favor do Brasil" e ressaltou o compromisso com a democracia e a deliberação plural. No primeiro semestre de 2026, a Corte proferiu quase 60 mil decisões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após um primeiro semestre marcado por turbulências internas e pelo desgaste provocado pela investigação do Banco Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira que a Corte encerra a primeira metade de 2026 com a convicção de ter cumprido sua missão constitucional e trabalhado "em favor do Brasil". Sem citar diretamente o caso Master, investigação que dominou parte da pauta política do Supremo nos últimos meses, expôs divergências públicas entre ministros e levou a questionamentos sobre a atuação da Corte, Fachin fez um pronunciamento em defesa da unidade do tribunal e procurou relativizar os embates ocorridos ao longo do semestre. — Encerramos o primeiro semestre de 2026 com a convicção de que o Supremo Tribunal Federal honrou, neste período, a missão que a Constituição lhe conferiu. Com as limitações próprias de toda instituição formada por seres humanos, com os acertos e inevitáveis erros que o exercício jurisdicional encerra, esta Corte trabalhou, e muito, em favor do Brasil — afirmou o presidente do STF. Na sequência, Fachin ressaltou que as divergências entre ministros não representam um sinal de fragilidade da Corte. — Estamos sempre juntos na defesa do interesse institucional. Compreensões distintas de fatos e processos, e elas existem, como é próprio de uma Corte plural e independente, são expressão de saúde institucional, não de fraqueza. O diálogo entre diferentes perspectivas jurídicas é o que confere legitimidade às nossas decisões e profundidade à nossa jurisprudência — disse. A fala ocorre após meses em que o Supremo enfrentou sucessivos desgastes em razão da investigação sobre o Banco Master. Sob relatoria do ministro André Mendonça, o caso provocou um dos mais intensos embates recentes na Segunda Turma. Gilmar Mendes passou a fazer críticas públicas à condução da investigação, questionando prisões preventivas, a divulgação de documentos sigilosos e o que classificou como um "erro crasso" na condução do processo. Mendonça assumiu a relatoria do caso depois que o ministro Dias Toffoli, ainda em fevereiro, deixou o caso em meio a uma crise aberta pela divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. O presidente do STF também fez uma defesa da democracia e afirmou que a atuação do STF continuará voltada à preservação das instituições. — A democracia não é uma conquista definitiva. É uma construção permanente que demanda vigilância, dedicação e, acima de tudo, a disposição coletiva de resolver conflitos por meio da institucionalidade e do diálogo. O Supremo Tribunal Federal seguirá cumprindo esse dever republicano — declarou. Ao fazer um balanço da atividade jurisdicional do semestre, Fachin destacou que o STF proferiu quase 60 mil decisões, das quais mais de 11 mil foram colegiadas, número que, segundo ele, demonstra "o compromisso do Tribunal com a deliberação plural e a construção coletiva de suas decisões". Segundo os dados apresentados, o Plenário e as duas Turmas julgaram mais de 11,8 mil processos em sessões presenciais e virtuais durante o primeiro semestre. O presidente também ressaltou que, das 233 decisões liminares concedidas em 2026, apenas 24 ainda aguardam julgamento definitivo, sendo que a maior parte já está pautada para o segundo semestre.