Neste semestre, atividades da Corte conviverão com a intensificação da corrida eleitoral, momento em que decisões e ministros devem ser alvo de críticas das campanhas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Edson Fachin, presidente do STF — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta segunda-feira (3) que a força institucional da Corte se deve à capacidade de conviver com as críticas, "sem perder a serenidade" para exercer a sua função. A declaração foi feita na primeira sessão de julgamentos após o recesso do Judiciário. Segundo o presidente do Supremo, é necessário aceitar que, quando se decide sobre temas de grande repercussão social, é natural que as decisões sejam “debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública”. Para Fachin, no entanto, essa tensão “quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição. Fortalece a democracia”. As atividades da Corte no segundo semestre conviverão com a intensificação da corrida eleitoral, momento em que decisões e ministros devem ser alvo de críticas das campanhas, especialmente do campo da direita. No PL, por exemplo, sigla do candidato Flávio Bolsonaro, o objetivo é obter maioria no Senado, casa responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros. Ao longo do segundo semestre, o Supremo julgará casos de repercussão que podem estar presentes no debate eleitoral, como as ações da Lei da Dosimetria, o tema da uberização e a definição sobre a escolha do governador para o mandato-tampão no Rio de Janeiro.