Ao encerrar um semestre marcado por conflitos internos no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da corte, Edson Fachin, disse nesta quarta-feira (1º) que divergências entre ministros "são expressão de saúde institucional, e não de fraqueza".

Fachin discursou na última sessão plenária antes do recesso de julho e afirmou que, nos primeiros meses do ano, o STF "honrou a missão que a Constituição lhe conferiu", respondendo às demandas e atuando com firmeza e serenidade.

"Com as limitações próprias de toda instituição formada por seres humanos, com os acertos e inevitáveis erros que o exercício jurisdicional encerra, esta corte trabalhou, e muito, em favor do Brasil. Estamos sempre juntos na defesa do interesse institucional", afirmou o magistrado.

Ao longo do semestre, um grupo de ministros se opôs à agenda de Fachin como presidente do STF e cobrou do magistrado uma defesa mais enfática da corte em meio às investigações sobre o Banco Master.

A proposição de um código de ética para ministros da corte foi interpretada por colegas como uma medida que alimentou a vulnerabilidade do tribunal, assim como declarações públicas de Fachin no sentido de que "juízes precisam responder pelos seus erros".