Entre as signatárias estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). No documento, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, as entidades afirmam que o país atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade” e apontam o Supremo como o epicentro dessa situação. “A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!”, diz o manifesto. O texto não cita nomes de ministros nem detalha episódios específicos. As entidades defendem que a Corte preste contas à sociedade e afirmam que a perda de legitimidade de um tribunal compromete a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social. “O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas”, afirmam. Segundo o manifesto, a autoridade de um tribunal depende de imparcialidade, transparência e exemplo na atuação de seus integrantes. “A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, diz o documento. As sete entidades destacadas no manifesto são: Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB);Confederação Nacional do Comércio (CNC);Confederação Nacional da Indústria (CNI);Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp);Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp);Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp);Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A página do manifesto também reúne adesões de associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país. Ao todo, são 2.764 registros. O documento termina com uma convocação para que a sociedade se manifeste e a afirmação de que "ninguém está acima da lei". O manifesto foi publicado em uma página na internet e em jornais impressos desta quarta-feira. CNI alerta para risco às instituições Em um posicionamento separado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco e exigem uma reação “vigorosa”, justa e responsável. O texto, intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, pede bom senso às autoridades e afirma que a confiança da população nos Poderes públicos é um dos alicerces da democracia. “A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco”, afirma Alban. O presidente da CNI defende que as discussões sejam livres, públicas e transparentes, com oportunidade para esclarecimentos. Também pede que as decisões considerem os efeitos sobre a competitividade, a produtividade e a geração de empregos. “Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional”, escreve. Alban convoca os poderes públicos, empresários e trabalhadores a buscar consenso em torno de temas como metas fiscais e políticas econômicas capazes de garantir investimentos e crescimento. O dirigente também defende amplo direito de defesa e que esse processo ocorra sem influência político-partidária.
Entidades empresariais cobram resposta urgente do STF à crise | G1
Manifesto assinado por CNI, Fiesp e outras entidades pede sessão pública no Supremo.










