Gerando resumoSTF descarta solução de "empurrar crise para debaixo do tapete"Sete de Setembro mostrou que tribunal será a principal bandeira eleitoral da direita. Crédito: EstadãoEmpresários assinam o manifesto “Pela lei e pelo Brasil”, a ser publicado nesta quarta-feira, 9, na edição impressa do Estadão. A iniciativa vinha sendo articulada desde a semana passada, em defesa da “integridade das instituições dos Três Poderes”. O documento conta com 157 assinaturas, incluindo nomes que vão além da esfera corporativa. Além de empresários e executivos, posicionaram-se economistas, como Ana Paula Vescovi, André Lara Resende, Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Mailson da Nóbrega, Marcelo Kayath e Persio Arida, artistas, como o apresentador Luciano Huck e Nelson Motta, e cientistas, incluindo Mayana Zatz, Fernando Reinach e Sílvio Meira.PublicidadeA partir da esquerda e do alto: Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Luciano Huck, Luiza Helena Trajano, Ana Paula Vescovi, Mayana Zatz, Nelson Motta, Pedro Parente e Persio Arida são alguns dos nomes na lista Foto: EstadãoEntre outros nomes conhecidos, estão Antônio Carlos Pipponzi, Eduardo Sirotsky Melzer, Eugênio Mattar, Fábio Barbosa, Fersen Lambranho, Frederico Trajano, Luiza Helena Trajano, Guilherme Leal, Gustavo Ioschpe, Horácio Lafer Piva, Jackson Schneider, Jair Ribeiro, Jayme Garfinkel, Jean-Marc Etlin, Patrice Etlin, José Galló, Marcelo Silva, Maria Silvia Bastos Marques, Nildemar Secches, Paulo Kakinoff, Pedro Bueno, Pedro Passos, Pedro Parente, Pedro Wongtschowski, Raul Cutait, Ricardo Steinbruch, Walter Schalka e Wilson Ferreira Junior.Uma das assinaturas está em nome do grupo Mulheres do Brasil, formado por empresárias e executivas.O texto lembra o movimento que, em dezembro passado, pediu o Código de Conduta para o STF – e não foi atendido. E diz: “As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.”PublicidadeAlém disso, cita que “as menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual – os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo.”Leia tambémEm manifesto liderado pela Fiesp, empresariado pede que plenário do STF examine ‘fatos’Empresários agendam encontro com juristas para debater reforma no Judiciário em meio a crise no STFEmpresários e economistas articulam manifesto por apuração de fatos e maior transparência no SupremoO manifesto ressalta que os signatários não são contra pessoas, mas a favor das instituições. Pede, então, a apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades, o afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e, novamente, a adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.Em entrevista ao Estadão, Schalka, membro do conselho de administração da Suzano, defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, “tem a obrigação, não o direito, de tomar medidas de forma célere”. “Ele é uma pessoa digna, correta, e em quem nós confiamos”, diz.PublicidadePara ele, o momento exige que não apenas os empresários, mas a sociedade como um todo se posicione e vá para a rua protestar. “Já passou muito do tempo de termos ações. Se não der certo, temos de ir para a rua de novo”, afirmou. “Não podemos ter essa situação de que no Brasil pode tudo. Se houve alguma questão com o Master, tem de fazer o afastamento. Não estou pré-julgando ninguém. Mas a sociedade precisa, por meio dos mecanismos jurídicos adequados, mostrar que a indignação chegou a um ponto além dos limites.”Vale ler tambémMuito além das commodities: o agro nacional rumo às prateleiras do mundoSteve Jobs construiu a Apple; Tim Cook a transformou na maior empresa do mundoFalta de terrenos em SP ajuda a ampliar projetos de galpões ao interior