Com temor de retrocessos após as eleições, um grupo de 98 empresários, tributaristas, advogados, economistas e políticos enviou aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 uma carta-manifesto em defesa da implementação da reforma tributária.

"Convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da reforma tributária do consumo", diz a carta.

O documento, obtido pela Folha, faz o alerta de que a interrupção da reforma geraria insegurança para as empresas, para a União, os estados e os municípios que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime.

Os signatários afirmam que divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a reforma ou interromper sua efetivação.

"Sabemos que há custos de transição, mas os efeitos de longo prazo da reforma tributária são inequivocamente positivos. O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação", afirma o texto.