Uma década depois de se tornar um dos bastiões do golpe contra Dilma Rousseff, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, consolida-se como polo aglutinador da extrema-direita brasileira. Presidida novamente por Paulo Skaf, que comandara a entidade entre 2004 e 2021, a sede na Avenida Paulista abrigou na segunda-feira 31 o chamado “Congresso Fiesp de Segurança Pública”, evento de indisfarçável caráter eleitoreiro. A estrela maior foi Gustavo Villatoro, ministro da Justiça de El Salvador, ladeado pela fina flor do reacionarismo nacional, como Sergio Moro, Guilherme Derrite e Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, entre outros.
Apesar de contar com uma população que representa pouco mais da metade do município de São Paulo (6,6 milhões), El Salvador tornou-se uma espécie de Disneylândia do neofascismo continental. Nayib Bukele, seu descolado ditador de barba desenhada e ar de garotão, desempenha o papel de príncipe encantado da linha dura. À frente de um país em permanente estado de exceção e adepto do encarceramento em massa, incentivos a prisões sem mandados, processos judiciais coletivos, brutalidade policial e índices de aprovação na faixa de 90%, o governante detém folgada maioria parlamentar, o que lhe permitiu alterar a Constituição e a composição da Suprema Corte e conquistar o direito à reeleição indefinida.












