Segundo pesquisa do Datafolha de 2025, a segurança pública é o principal problema do país para 19% da população, atrás apenas da saúde (21%). Outra sondagem do instituto, de março deste ano, indica que 41% dos brasileiros dizem perceber atuação do crime organizado no bairro onde vivem.
Como resposta, candidatos de direita à Presidência —como Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL)— advogam o sistema linha-dura que Nayib Bukele implantou em El Salvador. A proposta punitivista tem grande apelo popular, mas falta a ela o suporte em evidências, sem o qual políticas públicas tendem à ineficácia.
Dentre as críticas de especialistas, está a formulada pelo pesquisador canadense Robert Muggah, que mora no Brasil desde 2011.
As facções salvadorenhas, como MS-13 e Barrio 18, dependem mais do controle de bairros, onde obtêm receita por meio de extorsões, tráfico local e outros crimes.
As brasileiras PCC e CV também dominam territórios, mas operam em redes muito mais amplas, com participação no tráfico internacional, lavagem de dinheiro e conexões logísticas e financeiras que ultrapassam as áreas sob seu controle direto.












