Conforme as eleições se aproximam, o tema que mais mobiliza eleitores em 2026 é a violência. De acordo com o relatório do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), quase metade dos brasileiros tem medo de andar pela sua vizinhança depois de anoitecer e mais de 80% têm medo de ser roubado à mão armada. Cerca de 30% dos eleitores entendem que o crime e a violência são os problemas mais urgentes do Brasil, independente do lado ideológico.
Essa percepção tem fundamento. Segundo o FBSP, quase 1 milhão de celulares são roubados anualmente no país, e 13% dos brasileiros –quase 22 milhões de pessoas– já tiveram algum familiar ou conhecido assassinado.
A urbanista Jane Jacobs dizia que a segurança pública dependia de uma vigilância natural de "olhos da rua", ou seja, de moradores ou comerciantes em contato com o espaço público, assim como de outros pedestres que possam dissuadir uma ação criminosa.
No entanto, os bairros de maior incidência de roubos em cidades como São Paulo são alguns dos que melhor oferecem essas condições, como Pinheiros, com vítimas em ruas movimentadas em plena luz do dia. Fica claro que a configuração urbana, sozinha, é incapaz de resolver o problema, embora seja parte da equação.










