Na saído do encontro ocorrido em um hotel no Centro da capital paulista, Flávio fez elogios às políticas de Segurança e disse que o governo dele foi responsável por "implementar um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania e devolver a segurança pública para o povo deles. O candidato do PL defendeu mais prisões no Brasil, apesar da população carcerária brasileira já ser de quase 1 milhão de pessoas. “Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso que nós vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios para que ladrão celular e comércio tenha no mínimo oito anos de cadeia e fique preso”, afirmou. Agora no g1 Sem citar o regime de exceção permanente de El Salvador, onde garantias constitucionais da população foram suprimidas pelo governo Bukele, após aprovação de projeto de sua equipe no Congresso salvadorenho, Flávio Bolsonaro defendeu que o PL e seus aliados façam mais cadeiras na Cãmara dos Deputados e no Senado para aprovar mudanças semelhantes na lei brasileira. “Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz, firme, para defender os cidadãos, para defender as vítimas, e não os bandidos, como faz o atual governo. (...) Ele [Gustavo Villatoro] destacou a importância de termos senadores e deputados alinhados com o presidente da República, para que possam fazer as alterações legais que são necessárias”, declarou. Flávio participou do encontro ao lado do seu vice, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), e do senador Sérgio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná. LEIA MAIS: O Fantástico mostra o controverso plano de combate ao crime de El Salvador Escala 6x1 Na saída do encontro, Flávio Bolsonaro também não garantiu apoio à proposta do governo federal de mudança da escala 6x1 dos trabalhadores brasileiros, que será colocada em votação no Senado Federal nesta semana. O candidato afirmou que vai trabalhar no Senado para que um texto alternativo à proposta do governo Lula (PT) seja aprovado. Questionado se vai trabalhar contra o projeto proposto pelo governo petista, Flávio Bolsonaro afirma que vai trabalhar por “proposta muito melhor”. “Nós vamos fazer muito melhor para os trabalhadores brasileiros. Vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga, horário de trabalho, como é que vai trabalhar”, afirmou. O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), se reúne na manhã deste domingo (30), em um hotel de São Paulo, com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO “Tem muita mulher, por exemplo, que não tem condições de trabalhar 8, 7, 6 horas por dia, pode trabalhar só 4 horas. Porque não tem com quem deixar os seus filhos. Então, com a nossa proposta alternativa, ela vai ser uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos mas por horas trabalhadas”, explicou. E emendou: “O trabalhador escolhe qual é a sua jornada de trabalho, escolhe se vai trabalhar sexta, sábado, domingo, segunda, terça, os melhores dias. Se vai trabalhar dois dias na semana, um só, ou se vai trabalhar quatro, ou mais dias. Porque temos que dar liberdade para o trabalhador com todos os seus direitos garantidos”, afirmou Flávio. PL admite derrota Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado. Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales Ambiente no Senado e Nesse cenário, integrantes do partido trabalham com a possibilidade de aprovação das duas propostas. Senadores da legenda lembram, inclusive, que deputados do próprio PL votaram majoritariamente a favor das medidas durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Nesse contexto, Lula tem aumentado sua presença nas redes para fazer defesa da PEC do fim da escala 6x1. Inclusive, fez duas publicações seguidas: uma nesta segunda (24) e, outra, nesta terça (25). No primeiro texto, sem citar nomes, o presidente afirmou que "há pessoas que jogam contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras", mas que seu governo está empenhado na aprovação da proposta. Na segunda mensagem, ele exaltou a importância da proposta para o trabalhador e afirmou ter certeza que ela avançará no Congresso. Lula frisou: "não adianta jogar contra". "Quem trabalha sabe o valor de ter mais tempo para viver, cuidar da saúde, estar com a família, estudar e descansar. Por isso, o fim da escala 6x1, sem redução de salário, é um compromisso que eu vou defender. Já mandei o projeto para o Congresso Nacional e tenho certeza de que ele vai avançar", justificou. Outros projetos Além das duas PECs, o Palácio do Planalto trabalha para aprovar a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas e o projeto que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, consideradas estratégicas para a indústria de tecnologia e de transição energética. Relator da PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo, afirmou que pretende divulgar ainda nesta semana um parecer favorável à proposta. Segundo Aziz, o relatório estará pronto para ser votado na próxima semana tanto na CCJ quanto no plenário do Senado, acelerando a tramitação de uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Lula na área trabalhista.