O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, apresentou no dia 18 de junho, em São Paulo, um conjunto de 12 propostas para a segurança pública reunidas em um plano chamado "Brasil sem Medo". O lançamento reuniu aliados como o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao Governo do Paraná, e o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado.
Entre as medidas que Flávio defende estão a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima inspirados no modelo adotado por El Salvador, a redução da maioridade penal, o endurecimento das regras para progressão de pena e a classificação de facções criminosas, como CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital), como organizações terroristas.
O anúncio desse plano ocorre em um momento em que a segurança pública é a principal preocupação dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa Quaest divulgada nesse mês, a violência lidera a lista de problemas apontados pelos eleitores, citada por 30% dos entrevistados, à frente da corrupção (19%) e dos problemas sociais (16%).
Na avaliação de Luiz Fábio Paiva, coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da UFC (Universidade Federal do Ceará), o plano carece de detalhamento e consistência técnica, porque desconhece o sistema de segurança pública e justiça do país.







