0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro chega no aeroporto de Brasília após tour nos Estados Unidos em busca de apoio político com Donald Trump — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo. O pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), recusou a escolta oferecida pela Polícia Federal para auxiliar na sua segurança durante o período de campanha eleitoral. O filho 01 de Jair Bolsonaro preferiu ficar com seguranças contratados pelo partido e com a escolta oferecida pela Polícia Legislativa, vinculada ao Senado, responsável pela sua proteção pessoal desde que ele assumiu o atual mandato, em 2019. De acordo com interlocutores de Flávio ouvidos reservadamente pela equipe da coluna, o senador não confia numa atuação isenta dos agentes da Polícia Federal durante as eleições, por considerar que o órgão está aparelhado pelo governo Lula. “Flávio não se sente à vontade com a PF. Ele se sente seguro com a que já tem, oferecida pelo Senado”, resume um aliado que pediu para não ser identificado. Um dos principais temores é com o vazamento das agendas, estratégias de campanha e das conversas privadas do parlamentar ao longo de uma disputa eleitoral que promete ser mais uma vez acirrada e marcada pela polarização entre bolsonaristas e petistas. Além disso, o avanço das investigações do caso Banco Master, que trouxeram à tona conversas de Flávio cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro supostamente para o financiamento do filme “Dark Horse”, despertou no QG bolsonarista a desconfiança de que o Palácio do Planalto pode estar por trás de vazamentos contra ele. O episódio marcou um duro golpe na campanha bolsonarista e interrompeu a trajetória de crescimento de Flávio nas pesquisas eleitorais, antes de o próprio PT ser tragado pelo escândalo, com as mais recentes revelações de que o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria recebido um imóvel de R$ 2,45 milhões em Salvador como propina do Master. Os levantamentos mais recentes demonstram um cenário de estabilidade nas intenções de voto na corrida presidencial, o que foi encarado por aliados de Flávio como um sinal de que a sangria provocada por “Dark Horse” foi "estancada”. Linha de investigação Após uma série de reportagens do Intercept Brasil, Flávio reconheceu ter captado R$ 61 milhões de Vorcaro, pagos por uma das empresas do ecossistema do Master para um fundo administrado pelo advogado de imigração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Lindbergh pedia que a investigação ficasse nas mãos de Moraes, ligada ao inquérito que apurava se Eduardo cometeu coação e tentou obstruir o processo da trama golpista, mas a tendência é a de que o caso fique com André Mendonça, relator das investigações do Master. ‘Neutralidade’ Procurada pelo blog, a PF não havia se manifestado até a publicação deste texto. No mês passado, a corporação apresentou em reunião em Brasília com representantes de partidos políticos um planejamento para a segurança dos presidenciáveis, prometendo um trabalho pautado por “neutralidade político-partidária” e “preservação da integridade física” dos candidatos. A lista dos participantes não foi divulgada. A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF coordenará os trabalhos, escalando agentes com treinamento para atuar em grandes eventos e na proteção de autoridades.
Flávio Bolsonaro recusa escolta policial da PF
Flávio Bolsonaro recusa escolta policial da PF
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