Candidato abordou tema após encontro com o presidente de El Salvador, cuja política de segurança virou referência para a direita no Brasil, apesar de denúncias de violações de direitos humanos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Tem pouco preso no Brasil. Tem que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa”, disse, neste domingo (30), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, após reunião com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, em São Paulo. Flávio afirmou que pretende criar cerca de 500 mil vagas em presídios e endurecer a legislação penal. Acompanhado do senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, Flávio afirmou que irá investir em tecnologia para impedir a comunicação de presos com o exterior e fazer com que os presídios deixem de ser “escola do crime”. “No nosso governo, a legislação vai mudar, os presídios vão deixar de ser escola do crime e vão ser exemplo”, afirmou. “Você, marginal, que for preso, entenda: você não vai sair rápido, você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que cometeu.” “A nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e também com as polícias municipais”, acrescentou. Segundo o candidato a presidente da república, o encontro com Villatoro tratou do histórico de El Salvador com enfrentamento a organizações criminosas, de acordo com ele. “É uma experiência que, obviamente, de certa forma, é inspiradora para nós aqui no Brasil”, disse. O modelo prisional de Naiyb Bukele, presidente de El Salvador, tornou-se referência para a direita no Brasil pelo enfrentamento que fez às organizações criminosas, apesar de denúncias de violações de direitos humanos. Flávio afirmou ainda que o ministro de El salvador destacou a importância de um presidente ter apoio no Congresso para aprovar mudanças legais na área de segurança e citou o deputado Guilherme Derrite (PL), relator do projeto antifacção, e o deputado estadual André do Prado (PL), ambos presentes no encontro entre Flávio e Villatoro, como nomes importantes nessa articulação. Villatoro está no Brasil para participar, nesta segunda-feira (31), do Congresso Fiesp de Segurança Pública, em São Paulo, e terá o senador Sergio Moro como anfitrião. O senador voltou a afirmar que o ajuste das contas públicas será uma de suas prioridades e relacionou o desequilíbrio fiscal ao patamar elevado dos juros no país. O candidato, no entanto, novamente não apresentou propostas concretas para redução da dívida. “O Brasil não sobrevive mais a um desajuste fiscal”, disse Flávio a jornalistas, após reunião em São Paulo com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador. Segundo o senador, a taxa de juros está elevada por causa da “irresponsabilidade do atual governo”, o que, na avaliação dele, pressiona inflação, alimentos e poder de compra. O candidato afirmou que pretende trabalhar por um governo “enxuto” e disse que buscará cortar despesas, reduzir burocracia e ampliar receitas. Entre as fontes mencionadas, citou a exploração de petróleo na margem equatorial e afirmou que essa proposta estava no plano de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Na entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na sexta-feira (28), o senador também não apresentou números para a promessa de estabilizar e reduzir a dívida pública. Seu programa de governo prevê atingir o objetivo “no menor prazo possível”, mas não estabelece tamanho do ajuste, prazo ou meta para o endividamento. Mesmo questionado no JN, não os definiu. Na entrevista ao JN, Flávio não se comprometeu em alterar as regras de reajuste do salário mínimo e das aposentadorias. Fim da escala 6x1 Na manhã deste domingo (30), o senador foi questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1. Sem declarar apoio ao texto, afirmou que vai defender uma proposta alternativa baseada na remuneração por horas trabalhadas, com manutenção de direitos trabalhistas. “Nós vamos trabalhar pela liberdade para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho”, disse. As declarações foram dadas após encontro com Villatoro, em um hotel em São Paulo. Também estiveram presentes André do Prado, candidato ao Senado pelo PL e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Gil Diniz (SP) , Guilherme Derrite (PL) candidato a senador por São Paulo, e o senador Sergio Moro (União-PR), candidato ao governo do Paraná. Flavio Bolsonaro — Foto: Divulgação
‘Tem pouco preso no Brasil; tem que ter mais’, diz Flávio Bolsonaro
Candidato abordou tema após encontro com o presidente de El Salvador, cuja política de segurança virou referência para a direita no Brasil, apesar de denúncias de violações de direitos humanos











