O mercado de arte acordou depois de sonhos intranquilos. Enquanto o verão do hemisfério norte foi bom para adeptos do topless na areia, vendas nunca foram tão glaciais. No Brasil, a última SP-Arte Rotas também não deixou boas lembranças para quem vive de vender arte —o caos eleitoral, com o Supremo em chamas e os fantasmas do banco Master rondando candidatos, explica em parte o receio dos super-ricos.
Passada alguma preguiça, as feiras entram agora em setembro em rota de colisão no mundo todo, disputando a fortuna dos endinheirados num vale tudo global.
Essa festa começou com a edição da britânica Frieze em Seul. Duas galerias paulistanas deram as caras na feira recém-encerrada, a onipresente Mendes Wood DM e a jovem Yehudi Hollander-Pappi. A dinâmica segue agora com a Artbo, em Bogotá, com a AM, de Belo Horizonte, e a paulistana Vermelho no páreo, a ArtRio, na capital fluminense, que ainda concentra o grosso do mercado do país na ressaca da SP-Arte, a nova ArPa, em Buenos Aires, que conta com a Almeida & Dale e a Mendes Wood DM ao sul da fronteira, a Contemporary Istanbul, na metrópole turca, com a paulistana Andrea Rehder e a brasiliense Karla Osorio, e a Armory, em Nova York, que terá a presença da Nara Roesler.









