Queremos que o visitante de uma exposição descubra uma cidade inteira dedicada à criatividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Museu de Arte Moderna — Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP As cidades mais competitivas do século XXI entenderam que desenvolvimento não depende apenas de infraestrutura. Depende de gente: talento, criatividade e capacidade de conectar pessoas. O principal ativo do mercado da arte não é só a obra, é a capacidade de reunir artistas, galeristas, curadores, museus, colecionadores e público. É no encontro que novos talentos são revelados, reputações são construídas e mercados se consolidam. O Rio de Janeiro nasceu vocacionado para esse encontro. Transformar essa vocação em estratégia de desenvolvimento é uma das maiores oportunidades da cidade nos próximos anos. O desafio é grande. Em 2025, o mercado global de arte movimentou US$ 59,6 bilhões. O Brasil respondeu por menos de 1% desse total: cerca de US$ 560 milhões. Mas o setor brasileiro amadurece. Entre 2019 e 2026, mais do que dobrou o número de empresas dedicadas ao comércio de arte. A produção cresce, novos artistas surgem, galerias se fortalecem e o mercado se profissionaliza. O Rio conecta museus, patrimônio histórico, centros culturais, coleções, artistas, espaço público e turismo em uma única experiência urbana. Poucas cidades concentram tantos ativos culturais. Se Veneza é a cidade da Bienal, Basileia é a cidade da feira e Edimburgo é a cidade dos festivais, o Rio pode ser a cidade do circuito. É a inspiração da Semana de Arte do Rio. Incorporada ao Plano Estratégico da Cidade, nasce como política permanente de desenvolvimento econômico e cultural. A primeira edição ocorrerá entre 16 e 27 de setembro de 2026 e reunirá 74 festivais, exposições e atividades em mais de 30 espaços culturais do Centro do Rio, conectados a programações em todas as regiões da cidade. Queremos transformar o Rio em uma plataforma para a arte brasileira. Queremos que o visitante de uma exposição descubra uma cidade inteira dedicada à criatividade. Queremos que investidores encontrem um mercado em expansão. Essa é a verdadeira economia do encontro. Quem viaja para ir a uma exposição usa hotéis, transporte, movimenta o comércio e amplia o tempo de permanência na cidade. A economia criativa gera empregos e atrai investimentos. Os dados revelam o poder de transbordamento de uma art week bem organizada. No ano passado, os festivais de Edimburgo produziram um impacto econômico líquido estimado de US$ 750 milhões na cidade. Em 2025, o Rio recebeu 12,5 milhões de turistas, que movimentaram R$ 27,2 bilhões. Os 2,1 milhões de estrangeiros responderam por 29% do gasto turístico, alta de 49% em um ano. Esse visitante — com maior gasto médio, interesse cultural e permanência mais longa — é disputado pelas grandes semanas de arte. O Rio sempre foi o lugar onde diferentes culturas e linguagens se encontraram para criar algo novo. Essa história explica nossa identidade e aponta para nosso futuro. As cidades que liderarão a economia criativa serão aquelas capazes de reunir mais pessoas, mais ideias e mais oportunidades em torno de um projeto comum. Na economia contemporânea, o encontro também produz inovação, investimento e desenvolvimento. O Rio sempre foi o lugar onde o Brasil encontrou o mundo. Agora pode ser também o lugar onde o mundo encontra a arte brasileira. *Eduardo Cavaliere é prefeito do Rio, Lucas Padilha é secretário municipal de Cultura
O mundo encontrará a arte no Rio
Queremos que o visitante de uma exposição descubra uma cidade inteira dedicada à criatividade
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