Uma das galerias mais respeitadas de São Paulo, conhecida pela pesquisa robusta de arte conceitual no país, a Superfície inaugura neste mês um espaço nada menos que 25 vezes maior do que seus domínios atuais no bairro paulistano dos Jardins —de uma casinha de 25 metros quadrados na rua Oscar Freire, a casa passa a ocupar dois galpões que somam 625 metros quadrados em Pinheiros, onde antes funcionava a Bolsa de Arte, que encerrou suas atividades em São Paulo e agora centra suas operações em Porto Alegre.

Além do espaço físico, não há qualquer relação entre as casas. Enquanto a firma gaúcha agora integra o império do grupo Almeida & Dale, a Superfície continua sob a alçada do galerista Gustavo Nóbrega, que toca há 12 anos uma pesquisa robusta da arte conceitual do país e ao longo desse tempo orquestrou uma verdadeira constelação de mostras de peso em tornos de artistas centrais dessa vanguarda, entre eles Ana Amorim, Gerty Saruê, José Resende e Sonia Andrade.

No novo espaço, que abre as portas no fim do mês, em paralelo à feira SP-Arte Rotas, Nóbrega quer dar vazão a toda a ambição de uma casa que, apesar do tamanho, se consolidou como uma das preferidas dos próprios artistas e críticos na cidade —além de dois espaços para exposições, o novo endereço terá o arquivo de arte postal, documentos de artistas, reportagens de jornal, revistas de vanguarda, filmes de época e cartazes originais reunido pela galeria ao longo dos anos à disposição do público e dos pesquisadores.