Meses depois de ocupar as entranhas do complexo do estádio do Pacaembu, em São Paulo, a novíssima Mercado Livre Arena, a feira ArPa vai tomar posse de outro endereço com os mesmos traços art déco ao sul da fronteira. Em setembro, o evento liderado pela colecionadora Camilla Barella se instala na Casa Victoria Ocampo, no charmoso bairro de Palermo, em Buenos Aires.
É um estreitamento de laços entre dois dos maiores mercados de arte na América do Sul num momento em que a diplomacia —ou a falta dela— faz o contrário, com os impropérios do presidente argentino Javier Milei, em recente visita a São Paulo para o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro ao Alvorada, chegando às manchetes pegando fogo.
Numa arena um pouco mais elegante, a ArPa pretende reunir 20 galerias com trabalhos de 40 artistas, numa versão butique dos eventos mastodônticos que tendem a dominar o calendário das feiras na atual época de terremotos reais, financeiros e geopolíticos que varrem o globo.
Muitas das casas presentes na versão argentina da feira, entre elas a Isla Flotante, de pegada mais cool e ultrajovem, e a tradicionalíssima Ruth Benzacar, já marcaram presença na ArPa em São Paulo. A diferença em Buenos Aires, porém, é brutal, em termos de arquitetura mesmo.









