Ouvi de vários treinadores de corrida histórias de alunos que buscam obsessivamente disputar uma maratona, queimando mais etapas do que o cânone do treinamento e o bom senso recomendariam.

É mais ou menos consensual que o aumento abrupto de volume de treinamento abre portas para lesões, embora as respostas de adaptação ao esforço de cada corredor sejam muito próprias. Não há um padrão, um "template" que sirva perfeitamente para você ou para quem te apresentou a corrida.

Mas, sim, é possível chegar rapidamente nesse número-fetiche, 42,2, a quantidade de quilômetros da mara, mesmo sem qualquer experiência prévia no cascalho.

Numa coluna de abril, perguntei a duas IAs de entrada, Gemini e ChatGPT, se seria possível correr uma maratona ainda em 2026 sendo eu um neófito, um rookie, um sujeito tão sedentário quanto um publicitário de "Mad Men". Elas não apenas disseram que sim, como montaram planos de treinamento.

A questão é: pra quê?