O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou neste domingo (6) ter respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em suas ações e que pessoas com função pública devem agir com base na Constituição.
A declaração, feita nas redes sociais, acontece em um momento em que, como mostrou a Folha, integrantes da Polícia Federal (PF) dizem ver omissão de Messias na crise que culminou na ordem do ministro do Supremo, André Mendonça, para elaboração de um relatório que expôs trocas de mensagens entre seu colega de corte, Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As conversas, reveladas pelo jornal Estado de S. Paulo e também obtidas pela Folha, indicam uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro. O relatório com essas informações foi produzido pela PF, a pedido de Mendonça.
Moraes reagiu à medida e pediu investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, por supostamente ter iniciado uma investigação contra outro ministro sem o respaldo da corte. O pedido foi feito também com base em um documento da polícia, que critica a atuação da AGU e a chama de omissa.
Messias afirma, na postagem deste domingo, que resolveu se pronunciar "considerando diversas interpretações sobre meus recentes posicionamentos institucionais". Ele não cita nenhum ministro, nem o STF (Supremo Tribunal Federal), nem o diretor-geral da Polícia Federal.















