"Com históricas ligações com políticos (...) e apoiado por um vasto grupo de advogados que estão entre os mais bem pagos e competentes do país, o banqueiro Daniel (...) conseguiu o que parecia impossível. Aproveitou-se de excessos e equívocos (...) e de uma violenta briga interna na PF, tudo devidamente amplificado e distorcido na imprensa, para obter estrondosas vitórias no STF (Supremo Tribunal Federal) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça)."
Pode não parecer, mas o Daniel e a história eram outros. O trecho, sem as pequenas edições feitas aqui, está na introdução de "Operação Banqueiro", livro do repórter Rubens Valente publicado em 2014 sobre a Operação Satiagraha, que levou a duas prisões e à investigação do banqueiro Daniel Dantas em 2008. A operação acabaria sendo anulada posteriormente, e o delegado responsável por ela, condenado.
Em 2022, Valente também foi condenado a pagar mais de R$ 310 mil de ressarcimento por danos morais ao ministro Gilmar Mendes, do STF, para quem a obra "atacou sua imparcialidade como juiz, distorceu sua biografia e deturpou o julgamento de um habeas corpus", segundo relato do jornal na época. Depois disso, o caso do repórter foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.













