O juiz que preside o caso de Lindsay Clancy, mulher que matou os três filhos nos EUA em 2023, tomou a decisão de anular o julgamento nesta sexta-feira (4). O júri não conseguiu formar uma opinião unânime a respeito da culpa ou inocência de Clancy, como requer a lei americana.
O desdobramento não inocenta Clancy, que ainda é ré. Com a anulação (mistrial, em inglês), o caso volta à estaca zero: a Procuradoria pode escolher reapresentar a acusação, com a escolha de um novo júri, optar por buscar uma nova condenação com base em outros crimes, ou até mesmo tentar entrar em um acordo com a acusada, evitando um novo julgamento.
Esse tipo de acordo, comum nos EUA, envolve uma confissão de culpa em troca de uma sentença mais leve. O procurador responsável, Timothy Cruz, disse que o órgão não tomará nenhuma decisão a esse respeito por enquanto —o tribunal marcou a próxima sessão para o dia 29.
No julgamento que foi anulado na sexta, a Procuradoria pedia a condenação por homicídio em primeiro grau, crime semelhante ao homicídio doloso premeditado no Brasil. No estado de Massachusetts, onde ocorre o julgamento, ele carrega uma pena máxima de prisão perpétua sem possibilidade de condicional.
O caso de Clancy é um dos mais observados dos últimos tempos nos EUA. A defesa da enfermeira de 36 anos de idade sustentou ao longo do processo que Clancy estava sob o efeito de psicose pós-parto quando estrangulou seus filhos —Cora, 5, Dawson, 3, e Callan, oito meses— e tentou cometer suicídio em janeiro de 2023. Ela sobreviveu, mas ficou paraplégica.












