O juiz que conduz o julgamento de Lindsay Clancy, uma mãe que matou os três filhos nos EUA em 2023, recusou-se, nesta quinta-feira (3), a afastar um jurado que, segundo o advogado de defesa, estaria impedindo que o júri chegasse a um veredicto.
O júri encerrou o sexto dia de deliberações sobre o caso sem uma decisão unânime —necessária em processos criminais definidos por júri nos EUA. A defesa de Clancy não nega os assassinatos, mas argumenta que ela deve ser considerada inocente por inimputabilidade, ou seja, que não poderia responder pelos crimes em decorrência de alegada insanidade mental.
Os 12 jurados foram dispensados e orientados a retornar na sexta-feira (4), menos de uma hora depois de o juiz William Sullivan, em Plymouth, no estado de Massachusetts, receber um bilhete do júri e voltar a instruí-los sobre o que configuraria "dúvida razoável" para que o grupo não chegasse a uma decisão.
O bilhete não foi lido em voz alta no tribunal. Depois que os jurados deixaram a sala de audiências, o advogado de defesa, Kevin Reddington, pediu o afastamento de um deles.
"Se voltarmos aqui em meia hora com o julgamento anulado porque um jurado simplesmente desprezou as instruções deste tribunal, será uma pena", disse Reddington ao juiz, que recusou o pedido de afastamento.












