Há alguns meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descreveu seu ministro do Planejamento, Bruno Moretti, como um "mágico" do Orçamento, capaz de encontrar dinheiro quando o governo precisa. Agora, Moretti afirma que Lula pode fortalecer as contas públicas sem promover cortes profundos de gastos caso seja reeleito.
O resultado primário do Brasil —que exclui o pagamento de juros— melhoraria em dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) ao longo de um eventual novo mandato, passando de déficit para superávit, disse Moretti em entrevista. A estratégia se apoiaria na desaceleração do crescimento das despesas obrigatórias, dando continuidade a um esforço que, segundo ele, já está em curso.
E, diante do ceticismo dos investidores sobre o compromisso de Lula com a responsabilidade nos gastos públicos, Moretti é enfático. "Não acho que isso seja um ajuste fiscal suave", afirmou, de seu gabinete em Brasília.Moretti, um integrante do governo com profundo conhecimento do Orçamento brasileiro, assumiu o comando do Ministério do Planejamento em março, depois de atuar na Casa Civil como secretário especial de Análise Governamental.
A apenas um mês da eleição, investidores ainda buscam detalhes sobre como Lula pretende conter a dívida bruta, que aumentou cerca de 10 pontos percentuais, para 82,5% do PIB, desde que ele voltou ao poder, em 2023.











