Além da Via Varejo (atual Casas Bahia), da rede de supermercados Dia e do Assaí, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) também identificou outras grandes empresas supostamente envolvidas no esquema de facilitação de ICMS e lavagem de dinheiro, entre elas a Farma Conde, a Rumo e a Cosan.

A documentação que sustentou a nova ofensiva do MP contra o esquema de corrupção na Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo), nesta quinta-feira (3), mostra que o esquema alcançava um número expressivo de empresas de grande porte.

O esquema, investigado desde o ano passado, ajudava as empresas a receber ressarcimentos de substituição tributária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) mais rapidamente. Substituição tributária é uma forma de cobrar de forma concentrada, de um único contribuinte, todos os impostos de uma cadeia inteira de produção. A empresa que quita os impostos tem direito a receber uma parte do dinheiro de volta, mas isso pode demorar.

O MP-SP realizou a busca e apreensão de contratos de prestação de serviços e notas ficais, trocas de emails e de mensagens de WhatsApp nos servidores das empresas, bem como planilhas de rateio de honorários e controles de pagamentos.